Matriz energética e sustentabilidade são discutidas durante a 5ª Expogesso

O município de Trindade sediou nos dias 25, 26 e 27 de julho, a 5ª Exposição e Feira Internacional das Indústrias de Gesso, principal acontecimento no calendário de eventos da cidade. Para empresas do segmento, a Expogesso representa uma estratégia de potencializar ações de negócios e investimentos além de trazer a oportunidade de promover o incremento no setor através da qualificação, inovação e tecnologia. 

O evento é anualmente realizado na região do Araripe, responsável por cerca de 95%* da produção nacional de gesso. Nela está localizada a maior reserva de gipsita do mundo, com cerca de 40% de um total de 1,2 bilhões de toneladas. O espaço é visto como Polo Gesseiro onde estão concentradas centenas de empresas de mineração, indústrias de calcinação e de pré-moldados que geram milhares de empregos diretos e indiretos.

 

Entretanto, ao mesmo tempo em que alavanca o crescimento da economia local, a atividade industrial se depara com o desafio de atender a necessidade de buscar alternativas energéticas capazes de minimizar os impactos ambientais, visto que a exploração dos recursos florestais é a matriz energética para o setor e a lenha a principal fonte de energia usada para a calcinação da gipsita.

 

Neste cenário, em 2013 a Expogesso trouxe entre as temáticas apresentadas ao público do evento, a palestra Estratégias de Sustentabilidade para a Matriz Energética do Polo Gesseiro, proferida por Francisco Camppelo, diretor do Departamento de Combate à Desertificação da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, e secretário-executivo da Comissão Nacional de Combate à Desertificação. No discurso ressaltou a necessidade de transformar o uso da lenha em uma alternativa sustentável, viável para a conservação da caatinga e capaz de mitigar os processos de degradação ambiental,como a desertificação. “Precisamos desmistificar o uso da lenha como crime. O setor gesseiro está crescendo de forma acelerada, o que exige diversificar a matriz energética. A lenha representa hoje 30% da matriz energética do Nordeste. ”argumentou.O coordenador adjunto da Associação Plantas do Nordeste, Mário Marques representando a APNE na 5ª Expogesso aproveitou a oportunidade para destacar o trabalho que vem sendo desenvolvido pela instituição através do projeto de Implementação de Manejo Florestal Comunitário e Familiar na mesorregião da Chapada do Araripe. Atualmente é executado em 95 cidades nos estados do Ceará, Pernambuco e Piauí, beneficiando assentamentos rurais da reforma agrária e gerando alternativa de emprego e renda às famílias, através da comercialização de madeira legalizada e sustentável, entre empresas e indústrias do setor ceramista, alimentício e também gesseiro, representando uma fonte renovável de energia, de baixo custo e geradora de inclusão social. “Trouxemos à exposição a importância que a atividade de manejo florestal representa para a região tanto às indústrias como ao pequeno produtor rural e isso mostrou um diferencial na cadeia produtiva do gesso para o evento”afirmou.

 

Segundo Charles Barros, presidente do SIndusgesso (Sindicato da Indústria do Gesso e da Assogesso (Associação Nacional dos Fabricantes e Comerciantes de Gesso e Produtos Derivados) é importante engajar o setor nesta inciciativa, pois a ação reforça a base sustentável da produção e cria mais um grupo de fornecedores estratégicos.

 

*Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco e do Ministério do Meio Ambiente e estão na Publicação Diagnóstico Florestal da Região do Araripe.

 

APNE - Associação Plantas do Nordeste 

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