A Rede de Sementes Florestais da Caatinga foi oficializada em abril de 2002, como resultado de um convênio entre o IBAMA e o MMA/FNMA. O grupo institucional que formava a Rede era composto por organizações governamentais e não-governamentais de quatro estados da região Nordeste, assim representados: Pernambuco: Universidade Federal Rural de Pernambuco, Instituto de Pesquisa Agropecuária de Pernambuco e Associação Plantas do Nordeste – APNE; Paraíba: Universidade Federal da Paraíba (hoje Universidade Federal de Campina Grande); Rio Grande do Norte: Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte, Produtec, CEAAD e Grupo Colméias; Ceará: ACB.
Objetivando cumprir as metas constantes no projeto técnico, as principais atividades desenvolvidas no período 2002-2003 foram:

  • Aquisição de veículo e equipamentos;
  • Participação em teleconferências promovidas e organizadas pelo FNMA;
  • Levantamento sobre a situação das câmaras de sementes existentes no Nordeste;
  • Realização de um diagnóstico institucional, abordando pesquisas realizadas e em andamento, locais de colheita e armazenamento, testes de germinação, existência de laboratórios oficiais, comercialização, entre outros aspectos;
  • Elaboração de Termo de Referência para contratação de estudo sobre demanda por sementes;
  • Elaboração de versão preliminar do Estatuto da Rede de Sementes da Caatinga;
  • Condução do processo de seleção e contratação de identidade visual para a Rede.

Em meados de 2003, dificuldades administrativas por parte do IBAMA impediram que o FNMA fizesse o repasse da segunda parcela dos recursos financeiros para a Rede. Objetivando evitar a paralisação de suas atividades, o seu Coordenador Técnico, aproveitando o fato de estar à frente da Coordenação Geral de Florestas Nacionais do IBAMA, propôs uma parceria com as Redes de Sementes Florestais apoiadas pelo FNMA, o que permitiria o desenvolvimento de trabalhos de pesquisa, coleta e beneficiamento de sementes em todas as Unidades de Conservação de uso sustentável administradas pelo IBAMA, além de ações de capacitação para os técnicos das instituições que compunham as Redes. No caso da Rede Caatinga, as principais ações desenvolvidas foram:

  • Participação no 8° Congresso Florestal Brasileiro (São Paulo, 25 a 28 de agosto de 2003);
  • Participação no IV Simpósio Brasileiro de Sementes Florestais e na II Reunião das Redes de Sementes Florestais, realizadas simultaneamente no período de 24 a 26 de setembro de 2003, em Gramado/RS;
  • Participação no Curso Avançado em Análise de Sementes Florestais realizado em Campinas/SP no período de 21 a 24 de outubro de 2003;
  • Realização de diversos encontros entre os parceiros da Rede.

No decorrer do ano de 2004, a Secretaria de Biodiversidade e Florestas, do MMA, por meio do Programa Nacional de Florestas, apoiou a criação da Rede Brasileira de Sementes Florestais – RBSF. Nesse contexto, a Rede Caatinga recebeu recursos oriundos do orçamento da RBSF para:

  • participar da reunião de discussão e elaboração do Plano Estratégico de Produção de Sementes e Mudas de Espécies Florestais (Brasília, junho de 2004);
  • organizar o Encontro Regional sobre o bioma Caatinga (Recife, maio de 2005).

Em meados de 2005, a Coordenação do Projeto MMA/PNUD/GEF Caatinga, atendendo solicitação dos integrantes da Rede de Sementes da Caatinga, anunciou a possibilidade de apoiar a realização de cursos para coletores de sementes na região Nordeste. Assim, durante os meses de setembro e outubro foram realizados 5 cursos de coleta de sementes dirigidos à moradores de comunidades rurais nas regiões de Moxotó/PE, Patos/PB, Lagoa Salgada/RN e Assú/RN. Além de representar uma ação emergencial para não perder o período de coleta de sementes que se iniciava no sertão, a iniciativa teve a intenção de atender demandas atuais ou futuras verificadas na região, tais como o Projeto de Revitalização do Rio São Francisco, o Edital do FNMA sobre nascentes e recuperação de matas ciliares em cursos e corpos d' água, Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação, Pronaf Florestal, bem como solicitações de prefeituras, órgãos estaduais de meio ambiente, MST, entre outras. 
Desde então, o apoio do Projeto MMA/PNUD/GEF Caatinga vem permitindo a execução de importantes atividades que irão consolidar o trabalho da Rede na região. Dentre elas, destacam-se:

  • Estruturação (equipamentos e despesas de custeio) de uma instância de coordenação junto à Universidade Federal Rural de Pernambuco;
  • Articulação com parceiros institucionais já existentes e ingresso de novos, como é o caso da CHESF. Quanto ao Instituto de Pesquisa Agropecuária de Pernambuco – IPA, o Coordenador da Rede está negociando a implantação de uma área de produção de sementes em uma das fazendas experimentais da instituição;
  • Coleta de sementes em diferentes regiões da Caatinga;
  • Preparação de uma proposta de protocolo para análise de sementes florestais da Caatinga, a ser enviada ao Ministério da Agricultura;
  • Seleção, marcação e georreferenciamento de matrizes e de Áreas de Coleta de Sementes – ACS;
  • Reuniões com diversas instituições que atuam na Caatinga para definição de diretrizes para o ano de 2007 e proposição de ações consideradas prioritárias para implementação prática da Rede;
  • Participação na segunda reunião do Grupo IV do Ministério da Agricultura para inclusão das espécies florestais nas Regras de Análise de Sementes Florestais – RASF;
  • Criação de um website com informações técnicas, comerciais e sobre as atividades da Rede;
  • Atualização do Termo de Referência para contratação de estudos sobre a situação atual e a demanda por sementes e mudas florestais nativas.

Atualmente, a Rede de Sementes de Espécies Florestais da Caatinga é coordenada pelo Prof. Marco Passos, da Universidade Federal Rural de Pernambuco, que pode ser contatado pelo telefone (81) 3267.6177 ou e-mail rsfc@dcfl.ufrpe.br.

 

 

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