ASSOCIAÇÃO PLANTAS DO NORDESTE
IMPLEMENTAÇÃO
DO MANEJO FLORESTAL EM PROJETOS DE ASSENTAMENTOS NO ESTADO
DE PERNAMBUCO
Ministério do Meio Ambiente – Programa Nacional
de Florestas (MMA-PNF)
RELATÓRIO TÉCNICO
(PRODUTO)
NOVEMBRO 2007 A JANEIRO 2008
Recife, Janeiro de 2008
SUMÁRIO
1. Apresentação
2. Objetivo Geral
3. Objetivos Específicos
4. Estratégia do Período
5. Situação atual de implementação
dos PA’s
6. Acompanhamento dos PMFS junto à CPRH
7. Oficina de avaliação
8. Desenvolvimento das atividades
9. Produtos obtidos
10. Próximas etapas
11. Equipe Técnica
12. Registro Fotográfico
Lista de Anexos
Anexo
1. Autorização e Licenciamento Assentamento
Pipoca.
Anexo
2. Relatório de Acompanhamento dos Processos na CRPH.
Anexo
3. Relatório da Oficina de Intercâmbio em Manejo
Sustentável da Caatinga.
Anexo 4. Diagnóstico Rural Participativo Cachauí
e Santa
Cruz 2.
Anexo
5. Dia de Campo PA´s Cachauí e Barra Nova.
Anexo
6. Relatório de Acompanhamento da Execução
dos PMFS dos PA´s sítio do Meio e Pipoca.
Relatório
de Progresso
Plano de Manejo Florestal
Sustentável em Assentamentos Rurais do Estado de
Pernambuco
PERIODO DE EXECUÇÃO:
Início do Projeto: Maio de 2006
Término Previsto: Abril de 2008
1. APRESENTAÇÃO
A APNE deu início em maio de 2006, após assinatura
da Carta de Acordo de contribuição da FAO
e Ministério do Meio Ambiente - MMA, às atividades
para implementação do manejo florestal em
projetos de assentamentos no estado de Pernambuco.
Este relatório detalha o acompanhamento das ações
realizadas seguindo as etapas prescritas no projeto no período
de novembro de 2007 a janeiro de 2008. Este relatório
é o Produto 5 da referida Carta de Acordo e é
a seqüência do Produto 4 que relatou detalhadamente
as atividades e resultados do período de junho a
outubro de 2007.
2. OBJETIVO GERAL
Contribuir para o desenvolvimento sustentável,
uso racional dos recursos naturais e geração
de emprego e renda mediante a implementação
do manejo florestal de rendimento sustentado em 12 Projetos
de Assentamentos no estado de Pernambuco.
3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
3.1 Capacitar técnicos de extensão local
e regional bem como os produtores rurais dos assentamentos
selecionados, em manejo florestal e adequação
ambiental;
3.2 Realizar o diagnóstico e o planejamento participativo
do uso dos recursos naturais, principalmente florestais
dos projetos de assentamento (PA) selecionados;
3.3 Elaborar os Planos de Manejo Florestal Sustentado (PMFS)
para os PA’s selecionados e submeter até aprovação
pelo CPRH;
3.4 Realizar o acompanhamento e a assessoria técnica
para a implementação dos PMFS junto aos PA’s
e em colaboração com organizações
locais de ATER;
3.5 Desenvolver e implementar uma estratégia de
comercialização adequada visando a agregação
de valor, orientado por mecanismos de mercado justo.
4. ESTRATEGIA DO PERÍODO
4.1 Confirmação dos Projetos de Assentamento
em situação duvidosa com relação
ao seu potencial para a implementação dos
PMFS (ver quadro 1 e 2);
4.2 Realizar visitas técnicas com o objetivo de identificar
novos Projetos de Assentamento com potencial para o manejo
florestal;
4.3 Mapeamentos e definições de uso e ocupação
dos solos dos PA’s com potencial para implementação
do manejo florestal;
4.4 Desenvolvimento das etapas pertinentes à implementação
do projeto:
o Visita de reconhecimento
(contato inicial);
o Diagnóstico Rural Participativo (DRP’s);
o Dias de Campo;
o Acompanhamento das vistorias da CPRH aos Planos de Manejo;
4.5 Atualização dos mapas as novas exigências
da CRPH técnicas.
4.6. Elaboração dos Planos de Manejo dos
novos PA’s selecionados,
4.7. Capacitação e intercâmbios: realização
de oficina de intercâmbio em manejo florestal da caatinga
com instituições governamentais e não-governamentais
de desenvolvimento local.
4.8. Atividades de desenvolvimento:
• Articulação
com a CPRH, INCRA e FUNTEPE na averbação da
Reserva Legal, Registro em cartório das áreas
de manejo e articulação do Licenciamento ambiental
dos PA’s assessorados pelo crédito;
• Acompanhamento da Exploração do 1°
talhão dos PA’s Sítio do Meio (Ingazeira-
PE) e Pipoca (Floresta-PE).
• Estabelecimento das relações de comércio
dos produtos florestais;
• Assistência técnica rural nos PA’s;
5. SITUAÇÃO
ATUAL DE IMPLEMENTAÇÃO DOS PA’S
Abaixo se apresenta a relação dos 11 PA’s
contemplados originalmente no edital e na proposta.
Quadro 1. Assentamentos contemplados na proposta inicial.

No quadro 2 apresenta-se a situação atual
de atuação em cada PA selecionada no edital
bem como dos PA’s alternativas identificados.
Quadro 2. Distribuição e situação
atual dos Projetos de Assentamento.

Comentários quanto
à seleção de novos PA’s
Um novo grupo de PA’s foi identificado e visitado:
Bonito, Santa Cruz I, Santa Cruz II, São Domingos
e Cachauí. O PA Cachauí (São José
do Belmonte – PE) e o Barra Nova (Serra Talhada -
PE) apresentaram potencial para a implementação
do manejo florestal. Já foram elaborados os planos
que encontram-se protocolados na CPRH, assim como o processo
de Licenciamento Ambiental.
Foi constatado que os PA’s Bonito, Santa Cruz I e
Santa Cruz II, ambos em São José do Belmonte
– PE, não possuem potencial para implementação
da atividade. O PA São Domingos (Serra Talhada –
PE), não possui área com potencial para o
manejo. A propriedade está encravada em meio a uma
cadeia de Serras e nos locais onde possui vegetação
nativa a inclinação é superior a 45%
o que caracteriza Área de Preservação
Permanente. As áreas planas e levemente onduladas
estão ocupadas pelas culturas.
• O Plano de Manejo
do PA Pipoca foi aprovado em 28 de novembro de 2007 ( Ver
anexo1).
• No período,
dois PA’s (Barra Nova e Cachauí) foram confirmados
e já estão com Plano de Manejo elaborado.
| Conclui-se que dos 11 PA´s
originalmente propostos no edital e inseridos na proposta
da APNE, apenas 4 tiveram efetivamente o manejo implantado.
Outros 8 assentamentos tiveram que ser identificados
pela APNE para poder atingir a meta originalmente estabelecida. |
O Quadro 3 apresenta o avanço dos trabalhos nos
PA’s priorizados.
Quadro 3. Grau de Avanço do processo de implementação
do Manejo Florestal
Logo, mesmo tendo protocolado os primeiros planos em janeiro
de 2007, apenas o planos de manejo do PA Sitio do Meio e
Pipoca encontram-se aprovados e em fase de execução.
O quadro 04 apresenta uma análise do uso do solo
dos diversos PA’s trabalhados.
Quadro 04. Uso do solo nos PA’s trabalhadas na primeira
e segunda etapa.
Considerando os novos PA’s, observa-se que as Áreas
de Preservação Permanente (APP´s) representam
um percentual de 10,3% em relação ao total.
Somando os 20,8% correspondente às áreas de
Reserva Legal, resulta que 31,1% da área dos PA’s
não são produtivas para os assentados (em
Pernambuco, a legislação estadual não
permite o manejo florestal na área de Reserva Legal).
A media para os 12 PA’s, referente às áreas
de manejo florestal, representam 27,8 % e 25,2 da soma das
áreas de todas as propriedades. Quanto à área
destinada a agricultura em média 22,6%, representando
19,2% da área total.
O quadro 5 apresenta um resumo dos aspectos técnicos
dos Planos de Manejo elaborados.
Quadro 5. Aspectos técnicos dos PMFS elaborados.
Quadro 6. Aspectos sócio-econômicos dos PA’s.

O número de parcelas oscila em função
da heterogeneidade da vegetação de cada PA
e atende ao erro de 20% para 90% de probabilidade estabelecida
na IN da CPRH.
Observa-se uma diferença grande nos estoques dos
diferentes PA’s, provavelmente devida a diferentes
graus de antropização. Aliadas às áreas
de manejo disponível, estas diferenças geram
diferenças significativas na rentabilidade econômica
dos Planos.
Os doze assentamentos totalizam em torno de 2.000 hectares
de manejo, com uma produção potencial anual
de aproximadamente 13.630 metros estéres de lenha
ou 40.931 sacas de carvão.
O quadro 6 fornece uma idéia do potencial impacto
sócio-econômico do manejo florestal para as
famílias assentadas. Ao todo, estima-se uma ocupação
de 7.059 dias.homens de trabalho com corte / transporte
de lenha e produção de carvão nos 12
PA’s, com uma possível geração
de R$ 183.491,00 de renda bruta.
Nestes 12 PA’s, ter-se-á em média 8,2
ha de caatinga manejada por família que promoverá
uma renda média em torno de R$ 796,95 ao ano para
cada uma. Contudo, há diferenças significativas
entre os diversos PA’s (mínimo de R$ 271,00
e máximo de R$ 1.590,00), demonstrando a necessidade
de um processo de seleção adequado para potencializar
ao máximo o manejo e a sua contribuição
à geração de renda e emprego na região.
6. Acompanhamento dos PMFS junto à CPRH
Nesta etapa do projeto foi necessário um acompanhamento
diário na CPRH para monitorar e subsidiar atentamente
o andamento dos processos. O principal objetivo é
promover uma maior dinâmica entre a parte jurídica,
com a elaboração dos termos de compromisso
(Manejo e Reserva Legal) dos PA’s do INCRA e dos assessorados
pelo FUNTEPE, tão quanto o andamento da análise
técnica, agendamento das vistorias, atendimento aos
ajustes solicitados (mapas, cálculos, cubagem de
parcelas) e solução de dúvidas pertinentes
quanto à elaboração do plano.
Os assentamentos do INCRA apresentaram a situação
mais delicada, quanto às questões de ordem
fundiária e que resultou em uma reunião interinstitucional
com a Secretária de Tecnologia e Meio Ambiente de
Pernambuco (SECTMA), INCRA, CPRH e APNE realizada em 03
de dezembro de 2007. (ver
anexo 2)
Este processo de indecisão e a repetida análise
técnica e jurídica com novas exigências
a cada vez provocou uma demora excessiva no andamento dos
processos, causando um clima de decepção e
desistência por parte dos assentados. Por parte da
APNE, apesar de reconhecer que houve erros pequenos na confecção
dos mapas que foram apenas observados recentemente, é
importante que as análises técnicas e jurídicas
ocorram paralelamente para evitar demoras desnecessárias
e permitir o atendimento das pendências concomitantemente
e não uma após outra. Além disto, foram
exigidas regularizações que se aplicam a qualquer
assentamento e não apenas aos que apresentam Plano
de Manejo. Logo, mais uma vez, os PA’s que buscam
o uso racional dos seus recursos são penalizados.
Entende-se que a maioria dos obstáculos alegados
pela instituição responsável não
significa um empecilho tão grande que não
permitiria o inicio do manejo, mas que poderiam sim ser
colocada como pendência a atender (já que muitas
vezes dependem de assinaturas de outras instituições
em lugares distintos e normalmente são meros atendimentos
formais).
Solicitamos
que o MMA-PNF-UAPNE realize um levantamento de procedimentos
adotados nos dois estados (PB e PE) referente à
documentação exigida, aspectos técnicos
analisados, mapas, licenciamento, etc.
Desta forma será possível identificar
diferenças em abordagem do manejo florestal
nestes dois estados que possam orientar futuras normas
e procedimentos para o bioma caatinga. |
7. Oficina de Intercâmbio
em Manejo Florestal da caatinga
Foi realizada nos dias 04 e 05 de novembro e contou com
a participação de agentes de ATER das Instituições,
EAST – Escola Agrícola de Serra Talhada, APEEF
– Associação Pernambucana de Engenheiros
Florestais, Sindicato dos Trabalhadores Rurais COOPAGEL
– CECOR – Centro de Educação Comunitária
Rural, SERTA – Serviço de Tecnologia Alternativa,
AMTESP – Associação dos Técnicos
Agrícolas de Serra Talhada, STR – Sindicato
dos Trabalhadores Rurais (ver
Anexo 3).
8. Desenvolvimento das atividades
O quadro 7 apresenta o grau de avanço dos trabalhos
com relação ao cronograma original do Projeto.
Quadro 7. Grau de Execução do Plano de Trabalho

O Quadro 8 apresenta de forma cronológica todas
as atividades de campo realizadas no decorrer do período
deste relatório e a respectiva atividade programada
na proposta de Projeto. Este quadro permite obter uma visão
detalhada das etapas e dos prazos envolvidos na execução
desta fase do Projeto.
Quadro 8: Desenvolvimento das atividades
Obs.: todo o processamento dos dados e informações
obtidas durante as atividades externas foi realizado na
sede da APNE Recife e na Extensão APNE - Serra Talhada.
9. Produtos obtidos
(clique nos tópicos destacados para link direto)
9.1. Visitas de reconhecimento
- PA Santa Cruz 1
- PA Santa Cruz 2
- PA São Domingos
- PA Bonito
9.2. Diagnóstico Rural Participativo dos PA’s:
9.3. Capacitação inicial sobre manejo florestal
nos PA’s:
-
PA Barra Nova;
-
PA Cachauí.
9.4. Dias de Campo (participação
dos PA’s)
9.5. Mapas de Situação Atual e Planialtimetria
(uso e ocupação do solo):
9.6. Mapas com as definições das áreas
de Reserva Legal e de manejo florestal:
9.7. Plano de Manejo Florestal Sustentado
-
Paulista, Catolé,
Laginha, Poldrinho, São Lourenço, Paraíso,
Batalha, Vila Bela e Sítio do Meio.
9.9. Acompanhamento da execução dos PMFS
9.10. Oficina de Intercâmbio em Manejo Florestal
10. Equipe Técnica
Frans Germain C. Pareyn Engenheiro Florestal - APNE
Danilo Gomes Soares Engenheiro florestal - APNE
João Paulo F. da Silva Engenheiro florestal - APNE
Josenilson Laurentino da Silva Técnico Agrícola
- APNE
Edílson Sebastião da Silva Técnico
Agrícola - APNE
11. Registro Fotográfico
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