Contexto:
    Este projeto foi proposto e aprovado no quadro do Edital n° 02/2001 do PROBIO “Apoio a Realização de Inventários nas Áreas Consideradas Prioritárias para Investigação Científica” que visava a seleção de projetos para a realização de inventários nas áreas consideradas prioritárias para a conservação da diversidade biológica, nas quais tenha sido recomendada a realização de inventários biológicos, pelas avaliações pelo bioma (“workshops”) caatinga.
Objetivo:
    Realizar uma avaliação rápida da biodiversidade em uma área de 1.500.000 ha na Chapada Diamantina, visando a indicação de áreas potenciais para conservação.
Objetivos Específicos:
- Realizar um inventário da biodiversidade georreferenciado;
- Analisar e integrar os dados de campo sobre comunidades naturais com as análises de sensoriamento remoto;
- Promover a divulagação dos resultados.
Resumo:
    O projeto realizou um inventário rápido de uma extensão de 1.500.000 hectares da Chapada Diamantina, desde região do município de Morro do Chapéu ao norte da Chapada, passando por Lençóis, Mucugê e estendendo-se à região de Rio de Contas mais ao sul. Esta extensõa abrange ambientes de campo rupestre, mata e cerrado.

    A metodologia para realização deste inventário foi baseada naquela descrita por Sobrevila e Bath (1992). Assim, realizou-se uma amostragem estratificada a partir da: a) delimitação de diferentes aspectos da vegetação e do relevo, identificados em imagens satélite; b) sobrevôo da área, quando os mapas obtidos na etapa anterior estavam checados e c) observações em campo, através de pontos de observação.

    Dentre estes pontos de observação, aqueles que apresentaram características especiais e/ou representativas dos ambientes anteriormente delimitados foram elegidos para os inventários florístico e faunístico, além da caracterização das paisagens. Os grupos taxonômicos escolhidos previamente para este diagnóstico georreferenciado foram principalmente: a) para flora fanerogâmica: Leguminosae, Lamiaceae, Verbenaceae, Eriocaulaceae, Bromeliaceae, Xyridaceae, Velloziaceae, Myrtaceae, Aarceae, Melastomataceae, Cactaceae, Rubiaceae, Orchidaceae, Compositae, Droseraceae, Vochysiaceae, Polygonaceae, Sapotaceae, Poaceae, Passifloraceae, Euphorbiaceae, Bignoniaceae, Polyalaceae; para flora criptogâmica: fungos e pteridófitas; b) para a fauna Hymenoptera (abelhas e vespas), Lepidoptera (borboletas), Diptera, Coleoptera (besouros), Teleostei (peixes), Anura (sapos, rãs e pererecas), Squamata (lagartos, serpentes e anfisbênios), Aves e Mammalia (roedores e morcegos). A partir das informações obtidas sobre a fauna e flora no campo e os mapas gerados, os grupos taxonômicos e espécies que se destacaram pela raridade ou endemismo foram mapeados. A distribuição das espécies, acompanhado pelo riqueza da fauna e flora de cada área, serviram de base para delimitação de áreas prioritárias para conservação.

Produtos:
- Página na Internet: http://www.uefs.br/chapada
- CD
- Livro: Biodiversidade e Conservação da Chapada Diamantina
   
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Contexto:
    Este projeto se enquadra na Carta Consulta para a Seleção de propostas para a identificação e a divulgação de informações sobre espécies da flora das regiões Norte, Nordeste, Centro-oeste, Sul e Sudeste, de importância econômica atual ou potencial, para uso direto e/ou para ampliar a utilização comercial, com vistas a fomentar o desenvolvimento de produtos voltados para o mercado interno e de exportação. Esta Carta Consulta foi lançada em fevereiro de 2004 e a proposta
de projeto da APNE foi aprovada e iniciou as suas atividades no final desse mesmo ano.
Objetivo:
    Identificar espécies da flora nativa da região Nordeste com potencial econômico para uso por comunidades rurais e agricultores familiares bem como para utilização comercial em nível regional, nacional e internacional, visando disponibilizar as informações em bancos de dados e portfólios individuais.
Objetivos Específicos:
- Elaborar portfólios de um elenco de espécies potenciais prioritárias da flora do Nordeste;
- Criar um banco de dados e imagens sobre as espécies potenciais;
- Promover a articulação, o intercâmbio e a cooperação de diversas instituições e profissionais da região Nordeste ao redor do tema “Plantas úteis”
Resumo:
    Este trabalho pretende identificar e selecionar espécies da flora nativa da região Nordeste com potencial econômico para uso por comunidades rurais e agricultores familiares, bem como para utilização comercial em nível regional, nacional e internacional. Para tanto, será elaborada uma lista contendo as espécies prioritárias selecionadas as quais serão enquadradas em categorias de uso potencial: plantas madeireiras; plantas forrageiras; plantas frutíferas; plantas apícolas; plantas produtoras de fibras e ornamentais; plantas produtoras de óleos, ceras e semelhantes; e plantas medicinais e produtoras de princípios ativos. Esta lista será elaborada a partir do PNE-Checklist da APNE-CNIP, que servirá de base para a elaboração de uma lista de Plantas Úteis e, em seguida, outra de Plantas Nativas de importância econômica potencial. Esta última resultará a partir do Seminário Regional com os diversos atores envolvidos no desenvolvimento desta proposta (coordenadores, especialistas, comunidade, ONG’S, empresários, etc.), visando disponibilizar e
difundir estas informações. O projeto se propõe a gerar os seguintes produtos: bancos de dados e de imagens, portfólios individuais e publicação técnico-científica.
Resultados e Impactos Esperados:
• portfólio com descrição completa de em torno de 10 a 20 espécies de plantas nativas do Nordeste com potencial econômico para produção e comercialização por produtores rurais diversos e mercados locais, regionais, nacionais e internacionais;
• articulação e cooperação interinstitucional entre diversas organizações governamentais e não-governamentais do Nordeste, contribuindo para uma interlocução forte entre especialistas e agentes de desenvolvimento, somando e intercambiando conhecimento;
• acúmulo e acréscimo de informação científica e de desenvolvimento sobre plantas úteis do Nordeste. Este acréscimo estará disponibilizado através de banco de dados e duas publicações;
• a partir da realização do Seminário, reunindo diversos setores ambientais e econômicos, provocará ações iniciais de desenvolvimento econômico para algumas espécies prioritárias.
Principais Produtos Previstos:
- Portfólio das espécies prioritárias;
- Banco de dados sobre Plantas Úteis do Nordeste
- Banco de imagens sobre Plantas Úteis do Nordeste
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Contexto:
    Este projeto se enquadra no Edital PROBIO 02/2004 “Levantamento dos remanescentes da cobertura vegetal natural dos biomas brasileiros”. O edital, lançado em abril 2004, tinha como finalidade a geração de subsídios para a formulação de políticas públicas para a conservação e utilização sustentável da diversidade biológica do país.
Objetivo:
    Produzir o mapa dos remanescentes da cobertura vegetal e do uso das terras do bioma caatinga (escala 1:250.000), com caracterização básica das diversas tipologias vegetais definidas.
Objetivos Específicos:
- Consolidar as iniciativas existentes de mapeamento do bioma;
- Elaborar mapas de remanescentes de cobertura vegetal do bioma a partir de imagens de satélite;
- Integrar e compatibilizar o mapa zero, os dados de campo e os produtos resultantes do processamento das imagens de satélite;
- Promover a divulgação de resultados.
Resumo:
    O bioma Caatinga compreende uma extensão de 754.478 km2 sendo o único exclusivamente brasileiro. Entretanto, é o menos conhecido cientificamente dentre os biomas brasileiros e vem sendo tratado sem prioridade, não obstante ser um dos biomas mais ameaçados devido ao uso inadequado e insustentável dos seus solos e recursos naturais e por ter apenas 0,65% de sua área protegida por unidades de conservação. Os dados e informações cartográficas da Caatinga compreendem apenas os levantamentos de solos e agroecológicos executados pela EMBRAPA e do Projeto RADAMBRASIL, todos nas décadas de 70 e 80 do século passado e em escala muito pequena (menores que 1:1.000.000). Somente em partes do bioma há levantamentos mais recentes e em escalas maiores, a exemplo de Pernambuco e Bahia, além de outros com focos específicos e que abordam os remanescentes de vegetação nativa de forma simplificada. Esta proposta pretende produzir o mapa dos remanescentes da cobertura vegetal e do uso das terras do bioma caatinga na escala 1:250.000, com caracterização básica das diversas tipologias vegetais mapeadas. Para tanto, será elaborado um mapa síntese consolidando as iniciativas anteriores de mapeamento, a ser integrado com o resultado da classificação assistida por computador sobre imagens de satélite LANDSAT 7 ETM+ obtidas no ano de 2002 e com o geoprocessamento de modelos digitais de terreno produzidos pela NASA a partir de missão de ônibus espacial portando um radar topográfico. Os mapas resultantes da aplicação de tecnologias de digitais será validado por equipes de campo, constituídas por especialistas em caracterização florística, fitofisionômica e fitossociológica e que farão inspeção em pontos selecionados por critérios probabilísticos para dar representatividade ao mapeamento compatível com a escala de trabalho. Os mapas finais incluirão cartas-imagem e mapas de remanescentes de vegetação na escala 1:250.000, além de semi-mosaiscos e um mapa síntese. Todos os produtos serão disponibilizados em meio digital, em ambiente de sistema de informação geográficas, com um banco de dados agregando informações básicas e complementares. Arquivos configurados para plotagem serão também produzidos, facilitando a ampla difusão dos produtos finais.
Composição dos Grupos de Desenho Operacional:
    Considerando, por um lado, a extensão do bioma Caatinga e as suas especificidades regionais, e, por outro, a existência de centros de excelência em geoprocessamento em diversas locais da região, o Projeto adotou o seguinte desenho operacional:

- Três centros regionais de geoprocessamento, sendo a Universidade Estadual de Feira de Santana, a Embrapa Solos – Sede e UEP Recife e a Embrapa Semi-árido. Estes centros serão responsáveis por toda a parte de mapeamento e geoprocessamento das imagens.

- Cada centro será assessorado por um grupo de instituições parceiras com experiência regional com relação à cobertura vegetal, tipologias vegetais, botânica e fitossociologia.

De forma concreta, a composição operacional é da seguinte forma:

Principais Produtos Previstos:
- Mapa zero, a partir dos mapeamentos já existentes;
- Mapa índice;
- Mapas finais de remanescentes de cobertura vegetal do bioma (mapas segundo articulações das cartas 1:250.000 do IBGE);
- CD-ROM e livro contendo os resultados;
- Banco de dados estruturado do bioma.
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