ASSOCIAÇÃO PLANTAS DO NORDESTE
IMPLEMENTAÇÃO
DO MANEJO FLORESTAL EM PROJETOS DE ASSENTAMENTOS NO ESTADO
DE PERNAMBUCO
Ministério do Meio Ambiente – Programa Nacional
de Florestas (MMA-PNF)
RELATÓRIO TÉCNICO
(PRODUTO)
MAIO A DEZEMBRO DE 2006
RECIFE, JANEIRO DE 2007
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SUMÁRIO
1. Apresentação 3
2. Objetivo Geral 3
3. Objetivos Específicos 3
4. Estratégia do Período 4
5. Situação atual de implementação
dos PA´s 4
6. Desenvolvimento das atividades 11
7. Produtos obtidos 18
8. Próximas etapas 19
9. Equipe Técnica 20
10. Registro Fotográfico 20
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Relatório de Progresso
Plano de Manejo Florestal Sustentável em Assentamentos
Rurais do Estado de Pernambuco
PERIODO DE EXECUÇÃO:
Início do Projeto: Maio de 2006
Término Previsto: Setembro de 2007
1. APRESENTAÇÃO
A APNE deu início em maio de 2006, após assinatura
da Carta de Acordo de contribuição da FAO
e Ministério do Meio Ambiente - MMA, em parceria
com o Ministério do Desenvolvimento Agrário
- MDA, as atividades para implementação do
manejo florestal em projetos de assentamentos no estado
de Pernambuco.
Este relatório detalha o acompanhamento das ações
realizadas seguindo as etapas prescritas no projeto no período
de maio a dezembro de 2006.
2. OBJETIVO GERAL
Contribuir para o desenvolvimento sustentável, uso
racional dos recursos naturais e geração de
emprego e renda mediante a implementação do
manejo florestal de rendimento sustentado em 11 Projetos
de Assentamentos no estado de Pernambuco.
3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
3.1 Capacitar técnicos de extensão local e
regional bem como os produtores rurais dos assentamentos
selecionados, em manejo florestal e adequação
ambiental;
3.2 Realizar o diagnóstico e o planejamento
participativo do uso dos recursos naturais, principalmente
florestais dos projetos de assentamento (PA) selecionados;
3.3 Elaborar os Planos de Manejo Florestal
Sustentado (PMFS) para os PA´s selecionados e submeter
até aprovação pelo IBAMA;
3.4 Realizar o acompanhamento e a assessoria
técnica para a implementação dos PMFS
junto aos PA´s e em colaboração com
organizações locais de ATER.
3.5 Desenvolver e implementar uma estratégia
de comercialização adequada visando a agregação
de valor, orientado por mecanismos de mercado justo.
4. ESTRATEGIA DO PERÍODO
4.1 Confirmação dos Projetos
de Assentamentos com potenciais para a implementação
dos PMFS (ver quadro 1 e 2);
4.2 Priorização dos PA´s
do município de Serra Talhada (ver quadro 3);
4.3 Mapeamentos e definições
de uso e ocupação dos solos dos PA´s;
4.4 Desenvolvimento das etapas pertinentes
a implementação do projeto:
o Oficina de nivelamento;
o DRP´s;
o Dias de Campo;
o Capacitações.
5. SITUAÇÃO
ATUAL DE IMPLEMENTAÇÃO DOS PA´S
Abaixo se apresenta a relação
dos 11 PA´s contemplados originalmente no edital e
na proposta.
Quadro 1. Assentamentos contemplados na
proposta inicial.

No quadro 2 apresenta-se a situação atual
de atuação em cada PA selecionada no edital
bem como dos PA´s alternativas identificados.
Quadro 2. Distribuição e situação
atual dos Projetos de Assentamento.
Verde = PA acompanhado pelo Funtepe
Vermelho = PA acompanhado pelo PDHC
Preto = PA acompanhado pelo INCRA
PA
visitado pela APNE até 31 de dezembro de 2006.
Comentários com relação
aos PA´s eliminados:
-
Queimada Nova: eliminado
de comum acordo com a Associação do PA,
PDHC e Centro Sabiá devido ao baixo potencial e
falta de interesse, coletividade e organização
( ver
Carta em Anexo);
-
o Mata verde: eliminado
de comum acordo com a Associação do PA,
PDHC e COOPAGEL devido ao baixo potencial e não
concordância de realização de manejo
na área de Reserva Legal pelos assentados ( ver
Carta em Anexo);
-
Serra do Ingá:
eliminado de comum acordo com a Associação
do PA e o Funtepe devido ao impedimento jurídico
com relação à escritura do PA.
-
Casa de Pedra: A princípio
de difícil realização devido à
inexistência de potencial madeireiro nos lotes individuais.
Poderia ser confirmado o potencial e viabilidade na área
de Reserva Legal, porém, a legislação
estadual não permite o manejo florestal em áreas
de Reserva Legal.
Comentários com relação
aos PA´s duvidosos:
- Cachoeira, Pirambeba e Serra Branca: até o momento
não tem o seu processo formal concluído
ou não dispõe ainda de associação.
Portanto, não apresentam as condições
mínimas básicas para realização
dos trabalhos.
Conclusões:
- Dos 11 PA´s originais do edital, apenas 4 tiveram
condições adequadas para implementação
imediata de Planos de Manejo Florestal;
- 3 PA´s devem passar por uma decisão rápida
com relação à sua seleção
definitiva visando não perder mais tempo no processo
de seleção, processo este que se suponhava
não ocorrer durante a execução da
Carta de Acordo.
- A APNE já selecionou e já está
implementando as etapas em dois PA´s alternativos
e já dispõe de outros dois PA´s potenciais
na região do Moxotó. Inclusive será
estudada a possibilidade de incluir também o PA
Gangorrinha no município de Cabrobó, originalmente
previsto no edital porém não contemplada
na proposta da APNE.
O Quadro 3 apresenta o avanço dos
trabalhos nos PA´s priorizados.
Quadro 3. Assentamentos onde foram iniciadas
as etapas de implementação.
Logo, a etapa de elaboração de PMFS foi finalizada
para 5 assentamentos até o seu protocolo na CPRH.
No quadro 04 apresenta-se uma comparação
das áreas de manejo previstos no edital e as áreas
efetivamente confirmadas.
Quadro 4. Área de manejo prevista e real nos PA´s
trabalhadas.
Pode-se observar uma discrepância significativa entre
as áreas previstas no edital e as áreas efetivamente
confirmadas. Em média, as áreas reais representam
apenas 58% da área prevista. Isto significa uma redução
significativa do potencial de geração de renda
e emprego, apenas com exceção para o PA Paraíso.
O quadro 05 apresenta uma análise
do uso do solo dos diversos PA´s trabalhados.
Quadro 05. Uso do solo nos PA´s trabalhadas.
Pelo quadro 5 podemos concluir que em média, 15%
dos PA´s são ocupados por Áreas de Preservação
Permanente (APP). Se consideramos que as áreas de
Reserva Legal também são pouco utilizáveis
para os assentados, em torno de 36% da área dos PA´s
não são produtivos para os assentados. Por
exemplo, em Pernambuco, a legislação estadual
não permite o manejo florestal na área de
Reserva Legal.
As áreas de manejo florestal nos PA´s trabalhados
representam em média 25 % do total enquanto as áreas
de agricultura representam em média 21%.
O PA São Lourenço tem uma situação
mais delicada por possuir 42,5 % de APP.
O quadro 6 apresenta um resumo dos aspectos
técnicos dos Planos de Manejo elaborados.
Quadro 6. Aspectos técnicos dos
PMFS elaborados.
O número de parcelas oscila em função
da heterogeneidade da vegetação encontrada
em cada área de manejo de cada PA e foi definida
para atender ao erro de 20% para 90% de probabilidade estabelecida
na IN da CPRH.
Observa-se uma diferença grande
entre os estoques totais e exploráveis nos diferentes
PA´s em função da vegetação
nativa presente, demonstrando diferentes grau de antropização
nos PA´s. Aliada à área de manejo disponível,
estas diferenças têm um impacto significativo
na rentabilidade econômica de cada Plano.
Conclui-se que os 5 assentamentos totalizam
em torno de 1.120 hectares de manejo com potencial de produção
anual de aproximadamente 8.000 metros de lenha ou 24.100
sacos de carvão.
O quadro 7 apresenta os resultados sócio-econômicos
estimados para cada assentamento.
Quadro 7. Aspectos sócio-econômicos
dos PA´s.
A partir do quadro 7 é possível
ter uma idéia do possível ou do potencial
impacto sócio-econômico do manejo florestal
para as famílias assentadas.
Ao todo, estima-se uma ocupação de 3.773 dias.homens
de trabalho com o manejo e a produção de carvão
nos 5 PA´s com uma possível geração
de R$ 98.000,00 de renda bruta.
Nestes 5 PA´s, ter-se-á em média 8 ha
de caatinga manejada por família que promoverá
uma renda média em torno de R$ 700,00 ao ano para
cada uma. Contudo, há diferenças significativas
entre os diversos PA´s, demonstrando a necessidade
de um processo de seleção adequado para potencializar
ao máximo o manejo e a sua contribuição
à geração de renda e emprego na região.
6. Desenvolvimento das
atividades
O quadro 8 apresenta o grau de avanço
dos trabalhos com relação ao cronograma original
do Projeto.
Quadro 8. Grau de Execução
do Plano de Trabalho

Obs. Os ajustes principais estão destacados
em vermelho.
Observações com relação à
execução
O Cronograma de implementação das atividades
não conseguiu seguir o planejado devido as seguintes
questões:
1. A eliminação de PA´s
selecionados e necessidade de identificações
de novos PA´s incorrendo em necessidade de realização
de visitas de campo aos PA´s eliminados sem resultado
e produto concreto bem como visitas de campo para identificar
PA´s alternativos;
2. Necessidade de realização
de mapeamento detalhado sobre a situação atual
de uso dos solos dos PA´s para identificar e confirmar
as áreas reais para manejo florestal, sendo esta
distinta do que consta no edital. Além disto, este
mapeamento se tornou necessário para localização
adequada das áreas de Reserva Legal dos PA´s
bem como para o processo de licitação ambiental
exigido pela CPRH. Na verdade, ambas questões não
estavam programadas no edital porém são fundamentais
para a execução dos trabalhos.
3. Foi necessário ainda, antes de
iniciar as etapas da implementação do manejo
florestal nos PA´s, um processo significativo de sensibilização
dos assentados bem como de delimitação adequada
das áreas potenciais para o manejo.
4. O último semestre de 2006 foi
caracterizado pela indefinição da responsabilidade
institucional sobre a gestão dos recursos florestais
no estado de Pernambuco – CPRH ou IBAMA-PE. Esta situação
apenas se solucionou no dia 20 de dezembro de 2006 com a
publicação do Termo de Cooperação
Técnica que estabeleceu a responsabilidade para novos
PMFS para a CPRH. Logo, houve necessidade de ajustar os
procedimentos de protocolo e documentação
para esta nova situação.
Apesar do fato destas questões causarem
um certo atraso na implementação das atividades,
não há dúvidas que este processo metodológico
utilizado pela APNE, é fundamental para a sustentabilidade
da ação nos PA´s e para o sucesso do
projeto como um todo.
Além disto, coloca a APNE em situação
difícil por não poder entregar os produtos
previstos na Carta de Acordo conforme planejado provocando
transtornos de ordem financeira para a execução
e gestão do projeto, uma vez que a liberação
de recursos é vinculada à entrega dos produtos
previstos.
O Quadro 9 apresenta de forma cronológica todas as
atividades de campo realizadas no decorrer do período
deste relatório e a respectiva atividade programada
na proposta de Projeto. Este quadro permite obter uma visão
detalhada das etapas e dos prazos envolvidos na execução
desta fase do Projeto.
Quadro 9: Desenvolvimento das atividades

Vermelho: atividades não constantes
do projeto original
Obs.: todo o processamento dos dados e informações
obtidas durante as atividades externas foi realizado na
sede da APNE Recife e na Extensão APNE - Serra Talhada.
7. Produtos obtidos
(clique nos tópicos destacados para
link direto)
7.1. Oficina de Nivelamento com Agentes de Assistência
Técnica e Extensão Rural (ATER´s).
7.2. Diagnóstico Rural Participativo
dos PA´s:
7.3. Capacitação inicial
sobre manejo florestal nos PA´s:
- São Lourenço;
- Catolé;
- Paraíso;
- Poldrinho;
- Laginha;
7.4. Dias de Campo (participação
dos PA´s)
7.5. Mapas de Situação Atual
(uso e ocupação do solo):
- São Lourenço;
- Catolé;
- Paraíso;
- Poldrinho;
- Laginha;
7.6. Mapas com as definições
das áreas de Reserva Legal e de manejo florestal:
7.7. Inventário Florestal:
-
São Lourenço;
-
Catolé;
-
Paraíso;
-
Poldrinho;
-
Laginha;
7.8. Plano de Manejo Florestal Sustentado
7.9.
Curso de Capacitação em construção
e operação de fornos de carvoejamento
Local: PA Brejinho – Betânia-PE
Participantes:
- PA Brejinho;
- PA Catolé;
- PA Paraíso;
- PA Poldrinho;
- PA Laginha.
- Oficina de nivelamento (item 7.1)
- Dia de campo com produtores da PB (item 7.4)
- Curso de construção e operação
de fornos de carvoejamento (item 7.9)
2. GEF Caatinga: Construção
do forno JG (ver item 7.9)
8. Próximas
Etapas (a partir de janeiro 2007)
8.1. Realização de DRP, Dia
de Campo, Inventário Florestal e PMFS do PA Paulista;
8.2. Visita Técnica ao PA Pipoca
(Floresta – PE) e Sítio do Meio (Afogados da
Ingazeira-PE);
8.3. Definição junto ao INCRA
sobre os PA´s pendentes;
8.4. Seleção de novos PA´s
com potencial para a implementação do manejo.
9. Equipe Técnica
Coordenador:
Frans G. C. Pareyn (Eng. Florestal)
Técnicos:
Danilo Gomes Soares (Eng. Florestal)
João Paulo F. da Silva (Eng. Florestal)
Josenilson Laurentino da Silva (Técnico
Agrícola)
Edílson Sebastião da Silva (Técnico
Agrícola)
10. Registro Fotográfico
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