AVALIAÇÃO DAS ECORREGIÕES

Os participantes do Seminário fizeram uma avaliação da urgência de ação em cada ecorregião, levando em conta níveis de ameaça e estado de conservação gerais, avaliando a vegetação somente (integridade de habitats). Esta avaliação foi feita com base nos conhecimentos e opinião de cada participante, onde cada um listou as oito ecorregiões ordenadas da mais ameaçada até a menos ameaçada, resultando numa classificação de consenso da maioria. Embora esta não seja uma classificação definitiva, consideramos que estas são informações importantes, constituindo um ponto de partida para uma análise mais completa. O resultado obtido foi o seguinte (ordem decrescente de ameaça, ou seja, da mais ameaçada para a menos ameaçada):

  • Depressão Sertaneja Setentrional
  • Depressão Sertaneja Meridional
  • Planalto da Borborema
  • Complexo da Chapada Diamantina
  • Complexo de Campo Maior
  • Complexo Ibiapaba - Araripe
  • Dunas do São Francisco
  • Raso da Catarina

As duas ecorregiões da Depressão Sertaneja estão entre as mais impactadas pela ação antrópica e possuem poucas áreas protegidas, em termos de número, área total ou categoria de proteção, mas ainda possuem áreas razoavelmente extensas com possibilidade de recuperação. O Planalto da Borborema é a ecorregião mais alterada, restando apenas pequenas ilhas de algumas formações vegetais originais, sendo necessário um esforço de pesquisa para avaliar a existência de áreas para possível recuperação ambiental e possibilidades de ações de conservação. As três ecorregiões seguintes (Complexo da Chapada Diamantina, Ibiapaba - Araripe e Campo Maior) estão num estágio intermediário de urgência de conservação. Apresentam alto nível de ocupação e uso humano, mas as duas primeiras possuem uma e duas, respectivamente, áreas de proteção integral de grande extensão. O Complexo de Campo Maior possui apenas uma área de proteção integral, que é de extensão média. Embora possuam poucas (ou nenhuma) áreas protegidas, as ecorregiões das Dunas do São Francisco e do Raso da Catarina são as que menos sofreram impactos até agora, principalmente devido à baixa densidade populacional, conseqüência da pouca disponibilidade de água.